11.10.11

"Suspeito x Dedicação " por Keigo Higashino


"Suspeito x Dedicação "『容疑者X献身』(ようぎしゃxけんしん)東野圭吾 suspense publicado por Keigo Higashino em 2008.

=Sinopse=
Professor de colégio, o matemático Ishigami, vivia uma pacata vida e tinha um singelo sentimento pela vizinha Yasuko que morava com sua única filha.
Quando soube que elas mataram o ex-marido de Yasuko, Ishigami numa tentativa de ajudar as duas cria uma cena perfeita para o crime
No entanto , o seu amigo físico Yukawa Manabu se envolve para desvendar o mistério.

Minha nota:
★★★★  O livro me surpreendeu, o escritor narrou todo lance do crime e de toda perícia que os detetives procederam.
O crime seria perfeito se não fosse a amizade e além de tudo o amor.

9.10.11

Nova estação: organizar as roupas do armário

O outono é uma das estações preferidas no Japão, sem muita chuvas e sem calor de 30 graus, dias ensolarados frescos e noites frias tem sido realmente agradável.

Agasalhada com casaquetos, calça capri, lenço no pescoço, botas. Parece que estamos perto do inverno, o assustador é saber que os 23 graus do delicioso outono fosse algo tão frio.

Nesta época costumo aproveitar os dias de feriado prolongado para trocar as peças do armário.
As estações são tão definidas por aqui que temos até o termo usado para essa troca 衣替え(ころもがえ) KOROMOGAE. Geralmente os japoneses fazem o koromogae duas vezes ao ano em junho no verão e outra vez em outubro outono-inverno.

Como não tenho espaço para colocar todas as roupas de todos as estações no armário, o jeito é organizar as roupas, tirando as de outono-inverno e guardando as peças de verão num saco plástico próprio para isso.


Estes acima, são sacos de armazenamento a vácuo super práticas, recicláveis e barata. Pode se encontrar na loja de 100 ienes (loja parececida com as que tem no Brasil de R$1,99).
Têm aquelas maiores para colocar as peças como edredon, cobertor, mantas, que são mais resistêntes, e a aspiração pode ser feita por um aspirador de pó. Estas são um pouco mais cara encontradas em hipermercado.

Além de organização, tudo fica muito compacto e ainda sobra um excelente espaço no armário.
Outra dica é usar e levar estes sacos em viagens, vai perceber como é uma coisa simples mas super útil.

6.10.11

90% Sale! Liquidação de Outono

Vocês já viram essa história em algum lugar, mas não se lembram.

90% Sale! Liquidação de Verão

Pois é no post anterior, só que desta vez liquidação de outono.

Pra gastar um pouco preencha os dados e imprima o convite por aqui.
http://www.tps-info.net/print.html

URL: http://www.tps-info.net/tps.html
Local: Tokyo Gotanda 7-22-17 TOC 13F (東京都品川区西五反田7-22-17TOCビル13F)
Data: dia 6 a dia 9 de Outubro
Estação mais próxima: Gotanda (JR, Metro Toei Asakusa Line)

Boas compras!

5.10.11

Como surgiu a cultura Omiyage

Antigamente pessoas comuns não podiam visitar a tão almejada santuário Jingu 神宮 (Isejingu伊勢神宮 situado na província de Mie) e se tivesse alguém no vilarejo que fosse para lá, os conhecidos ofereciam Senbetsu (餞別) que era a forma de presentear com dinheiro para ajudar a custear despesas de viagem. (também o surgimento do costume de entregar onsebetsu para algum conhecido quando se muda de residência ou viaja a longo período).

Isto significava que a pessoa iria visitar o templo representando as pessoas da vila. E a pessoa retornando da viagem trazia consigo o 宮笥(みやこけ)miyakoke o talismã xintoísta feitos de madeira, metal ou pano escrito o nome de um deus que hoje chamamos de Ofuda(御札) ou Shinpu (神符).



Com esta prática, iniciou o surgimento de lojas de presentes ao redor do santuário. Assim o 宮笥(みやこけ)miyakoke com o tempo se passou a chamar de Miyage escrito em japonês 土産.

Ao pé da letra 土 de terra 産 produção, significando produto original dessa região. Outra forma que conhecemos é a palavra meibutsu 名物.

Hoje em dia lojas de presentes exitem em qualquer lugar turístico até em estações de trem. Agora entendemos porque o japoneses sempre que vão viajar trazem omiyage para todos.

4.10.11

Souvenir -O omiyage

Japão é rica de etiquetas e costumes. Todas elas aprendi sem questionar muito o porque. Simplesmente entrei nela sempre aceitando respeitosamente.
E, Souvenir - O omiyage será mais um tema para O Mundo de Ochi. Neste tema quero apresentar e falar sobre as lembranças (souvenir) que recebo e escolho para dar aos meus colegas de empresa, família, assim que regressamos de alguma viagem.
Esta prática é muito comum na socidade japonesa.  Seria ótimo se você cumprisse e adotásse este costume pois é uma forma muito bonita e educada.

3.10.11

Fim do Cool Biz

Outubro, já amanhece com um friozinho e levantar da cama já não é tão agradável.
E o ofuro pós verão...
Jamais imaginei que entra na banheira com água quente de 42 graus dos pés ao pescoço fosse tão relaxante. Meu banho só poderia durar um pouco mais.

Percebi que não é só a coloração das folhas das árvores que mudam neste clima. Ao descer as escadas para o metrô, foi um contraste do claro para o escuro. Isto é salaryman todos de engravatados e de terno escuro.

A regra é clara - primeiro dia útil do mês de outubro se dá adeus à veste cool biz.

Relembre no post anterior
Cool biz uma maneira fácil e econômica para os homens executivos.

29.9.11

"O menino do pijama listrado" de John Boyne

 



Shmuel o menino do pijama listrado foi o unica amizade Bruno conseguiu em sua novo lar  perto do “Campo de Haja Vista”.

Os garotos que tem nove anos de idade nem imagina o que é guerra, o que é ser nazista e judeo, nem ao menos sabem o que acontecem ao seu redor, mas sabem prezar a família e principalmente a amizade sem diferenças e preconceito em tempos de guerra.

Minha nota:

★★★★★ Praticamente em um final de semana você consegue este livro que vai te envolver e te emocionar.

Trechos marcantes:
A mãe diz:
“Temos que procurar fazer o melhor em situações ruins”

“Meu nome é Bruno, aliás.”
“Eu sou Shmuel”, disse o menino menor. Bruno contraiu o rosto, achando que havia escutado mal o que o garoto dissera. “Como é mesmo o seu nome?”, perguntou ele. “Shmuel”, disse o garoto, como se fosse a coisa mais natural do mundo. “Como é mesmo o seu nome?”
“Bruno”, disse Bruno.
“Nunca havia escutado esse nome antes”, disse Shmuel.
“E eu nunca havia escutado o seu”, disse Bruno. “Shmuel.” Ele ficou pensativo. “Shmuel”, repetiu. “Gosto de como soa o seu nome quando eu o digo. Parece o som do vento soprando.”
“Bruno”, disse Shmuel, acenando com a cabeça alegremente. “É, acho que gosto do seu nome também. Parece alguém esfregando os braços para se aquecer.”
“Nunca conhecei alguém chamado Shmuel antes”, disse Bruno.
“Há dúzias de meninos chamados Shmuel deste lado da cerca”, disse o garoto. “Provavelmente centenas. Queria ter um nome só meu.”
“Nunca conheci ninguém chamado Bruno”, disse Bruno. “Além de mim mesmo, é claro. Acho que devo ser o único no mundo.”
“Sorte sua”, disse Shmuel.
“Deve ser. Quantos anos você tem?”, perguntou Bruno.
Shmuel pensou a respeito e olhou para os dedos, que se agitavam no ar, como se ele estivesse tentando calcular. “Tenho nove anos”, disse o menino. “Eu nasci no dia 15 de abril de 1934.”
Bruno encarou-o, surpreso. “O que você disse?”, perguntou ele.
“Disse que nasci no dia 15 de abril de 1934.”
Os olhos de Bruno se arregalaram e a boca fez o formato de um O. “Não posso acreditar”, disse ele.
“Por que não?”, perguntou Shmuel.
“Não”, disse Bruno, sacudindo a cabeça rapidamente. “Não quis dizer que não acredito em você. Eu fiquei surpreso, só isso. Porque o meu aniversário também é no dia 15 de abril. E eu também nasci em 1934. Nascemos no mesmo dia.”
Shmuel pensou mais um pouco. “Então você também tem nove anos”, disse ele.
“Sim. Não é estranho?”
“Muito estranho”, disse Shmuel. “Pois pode haver dúzias de meninos chamados Shmuel deste lado da cerca, mas acho que nunca conheci ninguém que fizesse aniversário no mesmo dia que eu.”
“Somos como gêmeos”, disse Bruno.
“É, um pouco”, concordou Shmuel.
Bruno sentiu-se muito feliz de repente.

....

Ela descobriu que tanto Gretel como Bruno tinham piolhos nos cabelos. A menina precisou de um tratamento com um xampu especial que tinha cheiro muito ruim e depois ficou horas em seu quarto, chorando e chorando. Bruno também precisou do xampu, mas então o pai decidiu que seria melhor para ele começar do zero e pegou uma navalha e raspou todo o cabelo do menino, o que o fez chorar. Não demorou muito, e ele detestou ver o cabelo flutuando da cabeça e aterrissando no chão aos seus pés, mas o pai disse que aquilo tinha de ser feito. Mais tarde Bruno foi olhar no espelho do banheiro e se sentiu mal. Sua cabeça toda parecia deformada agora que estava careca, e os olhos davam a impressão de ser grandes demais para o rosto. Ele quase teve medo do próprio reflexo. (...)
Ao ver o amigo no dia seguinte, Shmuel começou a rir da aparência de Bruno, o que não ajudou muito a restaurar-lhe a autoconfiança abalada.
“Agora fiquei parecido com você”, disse Bruno, triste, como se aquela fosse uma coisa terrível de se admitir.
“Só que mais gordo”, acrescentou Shmuel.


.....



“E sinto muito que não tenhamos podido brincar, mas, quando você for a Berlim, é só o que faremos, e eu o apresentarei a... Puxa, como era mesmo que eles se chamavam?”, Bruno se perguntou, frustrado, pois eles deveriam ser os seus três melhores amigos para toda a vida, mas tinham desaparecido de sua memória àquela altura. Ele não se lembrava de seus nomes nem de seus rostos.
“Pensando bem”, ele disse, olhando para Shmuel, “não importa se eu lembro ou não. Eles não são mais meus melhores amigos mesmo.” Ele olhou para baixo e fez algo bastante incomum para a sua personalidade: tomou a pequena mão de Shmuel e apertou-a com força entre as suas.
Você é o meu melhor amigo, Shmuel”, disse ele. “Meu melhor amigo para a vida toda.”