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29.9.15

Primeira participação no funeral japonês II

O que vestir
Maioria das pessoas vestem o preto para ir ao velório, as roupas formais de vélorios se chama em japonês "mofuku". Geralmente as mais em conta encontra em hipermercados como ION, ITOYOKADO ou nas lojas de ternos como AOYAMA, AOKI, etc.

As mulheres geralmente usam vestido de pretos com manga comprida, meias calças preta, sapato, bolsa também da cor preta. O acessário muito usado normalmente é conjuto de colar e brincos solitário de pérolas.
Os homens usam ternos, sapatos e gravata preta com camisa branca e as crianças vão com o uniforme da escola.
Dependendo da religião geralmente levam consigo o "juzu" o rosário budista japonês. Estes acessórios também é encontrada junto onde vende as roupas formais, mas eu encontrei nas lojas de 100 yen, algo parecido com as lojas de 1.99 no Brasil.

Esta roupa vestida no velório pode ser usada repedidamente no funeral do dia seguinte.



Kõden: doação para ajudar a família nas despesas de funeral.
Seguindo os costumes japonês nós nikkeis também seguimos o costume de entregar envelopes contendo dinheiro no Brasil.
Neste caso o valor que se contem dentro do envelope depende do grau de relacionamento com o falecido, porém só se deve evitar colocar o valor do número 4 que simboliza a "morte". No Brasil geralmente os valores são de 20, 30, 50, 100 reais. No Japão são 5mil a 10 mil.

O velório "otsuya"
No velório sentamos na primeira fileira que seria a família mais próxima do falecido, depois segue a sequência de parentes e amigos.

O monge então chega e inicia com a recitação da sutras sentado em frente do caixão. Durante a recitação somos chamados então para o ritual dos incenso.

O passo a passo é primeiro curvar levemente diante dos familiares, depois frente ao altar curva novamente pegar um punhado de incenso picado da tigela com os 3 dedos (meio,indicador e polegar), levando o punhado até a testa e derrama lentamente na tigela ao lado onde tem o inceso previamente aceso.
Entrelaça o juzu, o rosário budista e faz uma breve oração. Terminando da um passo para trás e curva-se novamente ao falecido e depois virando se para o acento curva diante aos familiares e assim retornando ao seu lugar.

Nesta noite foi servido um simples jantar e depois o corpo do falecido levado para o quarto onde junto farão a vigilia.

O Funeral "Kokubetsushiki"
No dia seguinte o funeral a monja repete o ritual. Terminada o ritual a parte superior do caixão é aberta para a despedida final. As flores que estavam no altar são todas distribuitas e colocadas dentro do caixão, são também colocadas lembranças como fotos, pertences. Fechado o caixão é levado até o crematório.

A Cremação"kasouba"
Acompanhado o carro da funerária chegando ao local da cremação, novamente acendemos os inceso e oramos por ela. Enquanto a cremação acontece, em uma outra sala é servida um simples almoço.
Depois de 2 horas de espera, em uma outra sala vem a bandeja de metal com algumas partes dos ossos do falecido. Com o palito hashi 2 pessoas pegam a mesma parte do osso e colocam num vaso pequeno. Os mais importantes são colocados por último por exemplo os ossos do pescoço que aparenta ter a imagem de um buda sentado. Os restantes das partes que não cabem no vaso menor são depositadas numa outra urna cinerária maior.


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Primeira participação no funeral japonês I


28.9.15

Primeira participação no funeral japonês I


Ainda em luto pela perda do querido pai esta semana a avó do Teppei nos deixou.

Foi uma pena perdê-la aos 90 anos já que tinha uma boa memória gostava de comer e conversar, debilitada pela falta de força ficou acamada e reclamava da vista e não ouvia bem, mas nunca perdia o humor e dava aquela gostosa risada.

Tivemos boas memórias antes dela partir e eu encararia uma segunda despedida do ano e desta vez participando pela primeira vez num funeral japonês chamado a cerimônia de "osōshiki".

Ela faleceu na quinta dia 23 de setembro e fomos neste mesmo dia visitá-la. Ela já não estava no hospital estava já preparada numa casa sofisticada de funeral. Neste lugar tem, quarto de visita, de hospedagem, sala de refeição e a sala maior onde acontece o velório. Tiveram a ótima opção de escolher um lugar que acolhe somente 1 falecido, assim tornando-se num lugar mais familiar.
E ela estava numa sala pequena bonita e refrigerada, tinha espaço para 4 cadeiras para acomodar as pessoas que a visitavam. Vestida de yukata e coberta por um edredom japonês toda em branco, estava cercada de gelo por todo o corpo, estava serena como se estivesse adormecida. Ela ia submeter uma cirurgia e iria receber um tratamento estético.

É muito estranho quando a pessoa falece e permanece muito tempo até o enterro. Já que no Brasil a maioria dos casos o enterro acontece no dia seguinte ou dependendo do caso as vezes até no mesmo dia.  Aqui no Japão por existir a técnica de embalsamar o corpo com produtos químicos, consegue preservar o corpo durante um longo período de tempo, assim a família consegue tempo para a preparação, facilitando também a agenda da vida dos parentes que vem de longe.

Eu queria isso para mim, para me despedir do meu pai e fico decepcionada com o Brasil.

E, então o velório da vovó foi marcada para sábado e domingo para a cremação.